HISTÓRICO

O Trabalho Final de Graduação (TFG) teve sua origem nos currículos escolares dos cursos de arquitetura, em 1971, com o professor Hélio Duarte. Arquiteto e educador, Helio Duarte dedicou-se aos projetos de edifícios escolares do ensino fundamental à universidade, e à educação, especialmente da arquitetura. Trabalhou com Anísio Teixeira na implantação das Escolas Parque; foi responsável pelo Convênio Escolar da cidade de São Paulo entre 1948 e 1952, diretor do Escritório de Engenharia e Arquitetura da Cidade Universitária de São Paulo de 1955 a 1960 e contribuiu para os projetos dos campi de São Carlos, Florianópolis, São Bernardo e Fortaleza.

Duarte foi docente na FAU/USP de 1949 a 1987, com decisiva contribuição na estruturação do curso que acabava de se emancipar da engenharia. Participou da 2ª Comissão de Reforma de Ensino da FAU/USP, foi o primeiro chefe do Departamento de Projetos, e como presidente da Comissão de Pós-Graduação da FAUUSP organizou e aprovou o primeiro curso de pós-graduação em arquitetura do Brasil. Como coordenador do 5º ano, Duarte implantou pioneiramente o Trabalho de Graduação Interdisciplinar (TGI) que da FAU emigrou para outros cursos de Arquitetura e para os demais cursos universitários, sendo, hoje, parte de praticamente todos os currículos das várias áreas do conhecimento, nomeados como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Segundo Duarte, o TGI deveria ser uma oportunidade para a integração dos conhecimentos indispensáveis ao exercício da profissão. Para tanto seria desenvolvido individualmente sob a orientação de um professor, demonstrando ao mesmo tempo uma síntese dos conhecimentos adquiridos durante o curso e uma reflexão crítica sobre o meio social em que vive e sobre sua intervenção.

Desde então o TGI, além de mudar de nome, ampliar a sua carga horária, inicialmente desenvolvido em um semestre passou a ocupar dois semestres, foi se aperfeiçoando a partir das contribuições de docentes e discentes, passando a integrar o currículo mínimo dos cursos de arquitetura definido pelo MEC e constituindo uma etapa fundamental na formação do arquiteto.

O Trabalho Final de Graduação da FAUUSP, a partir de 2007, sob a coordenação de João Sette Whitaker em diálogo com os estudantes, passou a contar com o apoio de duas disciplinas obrigatórias, semestrais e interdepartamentais TFG1 e TFG2 com a participação de dois professores de cada departamento da FAUUSP.

Essas disciplinas estão vinculadas à Comissão de Graduação, sendo oferecidas em todos os semestres de modo a garantir o funcionamento do TFG em fluxo contínuo anual. Baseadas em atividades didático-pedagógicas de caráter coletivo e colaborativo, as disciplinas buscam dar apoio aos alunos na realização dos seus trabalhos, subsidiando suas discussões junto aos demais estudantes em fim de curso e em diálogo com os docentes dos três departamentos alocados na disciplina.

Em 2015, sob a coordenação de Karina Leitão, as bancas de avaliação do trabalho final foram concentradas em um único período – Semana de TFG, cuja inciativa contou com a colaboração dos professores Francisco Homem de Mello, Marta Bogéa e Sara Goldchmit e de Liliana Alves, Secretária do Grupo de Disciplinas Inter- departamental do TFG naquele ano. A semana atualmente é reconhecida no calendário da FAU como atividade acadêmica para todos os anos.

Em 2019 foi constituída regimentalmente pela CoC-AU a Comissão de Coordenação do TFG, formada por um representante de cada Departamento, garantindo o caráter interdisciplinar do Trabalho Final de Graduação na FAUUSP. Esta comissão, inicialmente integrada por João Carlos César, Marta Bogéa e Monica Junqueira, ampliou a característica de colaboração e trocas nas atividades formais das disciplinas, dentre elas a criação das Oficinas TFG em parceria com os Laboratórios de Ensino da FAU e a organização de um site para divulgação dos trabalhos produzidos, oficialmente lançado em 2020.

Elaborado pelos então monitores Ana Flávia Piacentini, Giovanna Lejanoski da Costa e Yugo Borges Oshima, o site retoma a divulgação dos trabalhos de TFG em continuidade à iniciativa lançada pela plataforma TFG online de 2006 a 2014. Os primeiros trabalhos lançados correspondem aos desenvolvidos no segundo semestre de 2019 em sincronicidade com a Biblioteca Digital de Trabalhos Acadêmicos (BDTA), onde são feitos os uploads dos TFGs cadastrados no Dédalus (Banco de dados Bibliográficos da USP), pela bibliotecária Lilian Leme Bianconi.

São Paulo, 30 de Abril de 2020

Mônica Junqueira
Comissão de Coordenação do TFG